SEMEANDO SEMPRE

SEMEANDO SEMPRE

sábado, 31 de dezembro de 2011

Sobre o Hermetismo


Se analisarmos o mundo armados de mente aberta e olhar crítico e se fizermos algumas pesquisas é fácil apercebermo-nos que há muita "coisa" curiosa, difícil de explicar no atual paradigma da ciência. Investigamos áreas díspares, desde a história antiga à física moderna, passando pela psiquiatria e filosofia. Comecemos pela percepção. Será que vemos aquilo que esperamos ver? Como fazem os animais para prever catástrofes de modo a protegerem-se? Será que percepcionam algo para além dos nossos sentidos? Ou será que os nossos sentidos também o percepcionam, mas nós não tomamos consciência por não estarmos preparados para tal? Os nossos sentidos fazem chegar ao cérebro o estrondoso número de 400 mil milhões de bits por segundo, mas apenas 2 mil chegam ao nosso consciente. O que acontece a tudo o resto? O nosso cérebro trabalha continuamente a tentar criar uma história do mundo para nós, livrando-se de imensa informação "supérflua". Esta seleção baseia-se nas nossas vivências, memórias e emoções. Sim, no fundo vemos aquilo que esperamos ver. Religião. Fenômeno profundamente controverso. Estará a ciência em conflito com a religião? Ambas são duas abordagens à verdade, são as duas faces da mesma moeda. Se a ciência e o espírito investigam a natureza da realidade ilimitada – e obviamente quanto mais ilimitada é, mais perto da realidade – irão certamente cruzar os seus caminhos. Terá a religião de reformular todos os seus princípios de modo a acompanhar o estrondoso avanço da ciência? Sobreviverá a religião a esta reforma? Cérebro. Pura biologia e química? É engraçado pensar o quanto o Homem investe na ciência, na tecnologia e o pouco que investe no seu próprio estudo, no estudo da mente humana. O estudo do cérebro é uma área enormemente fascinante, muito divertida de explorar. Se calhar quando compreendermos quase na plenitude o funcionamento do nosso cérebro talvez possamos aplicar esse conhecimento à construção de computadores capazes de fazerem escolhas autonomamente, dotados de sentimentos e emoções, capazes de sonhar e ter uma conversa normal, talvez um dia. E até onde vai a Teoria Quântica? O que a teoria quântica revelou é tão intrigante que soa mais a ficção científica: as partículas podem estar em dois ou mais sítios ao mesmo tempo. O mesmo “objeto” pode ser uma partícula, localizável num local, ou uma onda, distribuída pelo espaço e pelo tempo.
Einstein disse que nada pode viajar mais depressa do que a velocidade da luz, mas a física quântica demonstrou que partículas subatômicas parecem comunicar instantaneamente sobre qualquer extensão de espaço. Medicinas alternativas estão "na moda" e algumas já deram provas por milênios, falam-nos em "energias". Surgem histórias de paranormais mesmo vindas da comunidade científica, e muitas delas referem-se também a "energias". Pela teoria quântica apercebemo-nos que quanto mais de perto analisamos a matéria menos material se torna o mundo, no fundo passa a ser constituído por pacotes de energia e informação. Há metafísica bastante em não pensar em nada, escreveu Caeiro. Nós estamos dispostos a pensar. Estes temas sempre nos despertaram a atenção, porém nunca foram explorados no nosso percurso escolar, ou se o foram, não ficamos satisfeitos. Achamos que são importantes na nossa formação pessoal e cívica bem como da população em geral. Não é difícil fazer grandes questões, mas quando tentamos responder a alguma, surgem-nos muitas mais. Talvez encontremos um fio condutor que nos ilumine. Temos aprendido a não confiar muito no que nos dizem, afinal aquilo que é tomado como verdadeiro muda drasticamente em questão de décadas. Também não descuro nenhuma peça do puzzle pelo simples fato de não encaixar nas que já estão montadas. Gostamos de consultar o nosso eu elevado quanto à validade das observações.
O Hermetismo na atualidade é o conglomerado de conhecimentos que muitas instituições possuem, ou dizem possuir, e cujas origens são atribuídas a Hermes. Hermes, considerado como um deus do Panteão da Antiga Grécia recebeu o mérito de ser o autor desses conhecimentos, mas na verdade eles foram trazidos até ao atual ciclo de civilização, no antigo Egito por Thoth também considerado um deus no Antigo Egito. A divindade de Hermes provém da introdução do deus Toth na religião grega. Toth é um deus egípcio que simboliza a lógica organizada do universo. Ele é relacionado com o ciclo lunar que expressa nas suas fases a harmonia do universo. Como o deus da sabedoria, o Toth foi designado como escritor de uma série de textos sagrados egípcios que descrevem os segredos do universo. Os textos Herméticos antigos podem ser considerados também retentores de ensinamento e de uma base de iniciação a antiga religião egípcia. Como todos os deuses egípcios o Toth inicialmente era adorado localmente, mas depois a sua adoração espalhou-se por todo o Egito. Uma das localidades de adoração ao Toth era na Grande Hermópolis. Com o estabelecimento da dinastia ptolomaica naquela região os Gregos imigraram também para a cidade sagrada de Toth. Desta imigração de gregos advém a identificação de Hermes com Toth.
Como a origem dos conhecimentos herméticos datam de alguns milhares de anos, é natural que durante a sua existência tenham ocorrido transformações profundas, tanto no que diz respeito a aspectos organizacionais como no contexto dos próprios ensinos. Disto resultou um grande número de organizações no passado, assim como no presente, intituladas de "Ordem Hermética". O Hermetismo cobre um vasto leque de conhecimentos, é muito abrangente por compreender um somatório de conhecimentos acumulados ao longo de milhares de anos e que pertenceram a várias civilizações.
O Hermetismo é à base de todo o misticismo ocidental. Nenhuma organização pode dizer que não tem o Hermetismo como base, seja ela a Alquimia, a Cabala, a Magia, a Maçonaria, e muitas outras, juntamente com todas as religiões, direta ou indiretamente, são "filhas" do Hermetismo. Os princípios básicos do hermetismo são:
Mentalismo - “O Todo é Mente, O Universo é Mental”
Correspondência - “O que está em cima é o que está em baixo, e o que está em baixo é como o que está em cima”
Vibração - “Nada está parado tudo se movimenta”
Polaridade – “Tudo é Duplo; tudo tem pólos; tudo tem o seu oposto”
Ritmo - “Tudo tem fluxo e refluxo, tudo tem marés; tudo sobe e desce, tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda, o ritmo é a compensação”
Causa e Efeito – “Toda a causa tem o seu efeito, todo o efeito tem a sua causa; tudo acontece de acordo com a lei; o acaso é simplesmente um nome dado a uma lei desconhecida; há muitos planos de causalidade, porém nada escapa à lei”
Gênero – “O gênero está em tudo; tudo tem o seu princípio masculino e feminino; o gênero manifesta-se em todos os planos.

Sempre existiram muitas organizações que se intitularam de Sociedade, ou de Ordem Hermética, e também na atualidade. Muitas trazem ensinamentos autênticos, embora algumas atribuam o nome "hermética" a conceitos de grupos ou meras fantasias.

João Flores, João Campos, Nuno Cortez, Tiago Barbosa.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

MENSAGEM DE SERAPHIS BEY PARA A HUMANIDADE

O REENCONTRO DOS FILHOS DO SOL E A CIVILIZAÇÃO SOLAR
DESAFIOS PARA O FUTURO


Templo da Ascenção - Luxor (Egito)
Seraphis Bey – Mestre do Quarto Raio
"Amados Irmãos, muitos serão os sérios desafios que a Humanidade enfrentará dentro em breve. No entanto, tais desafios surgirão em função das vossas próprias escolhas, atuais e milenares. A Humanidade alcançou o ponto onde nada mais pode ser como era antes. De escolhas em escolhas, certas e erradas, chega agora o momento em que somente poderão ocorrer as corretas e adequadas, pois os danos decorrentes de decisões equivocadas serão cada vez mais sérios. Uma só escolha errada pode decidir todo o futuro da Humanidade. Até há poucos anos atrás, seria possível conviver com os erros. Fazia parte da aprendizagem coletiva. Essa época já passou. Não há mais condições para isso. Num mundo superlotado, repleto de conflitos de toda a ordem, qualquer escolha errada trará sérias e irreversíveis consequências, pois o poder da Humanidade já é muito grande. Há imenso conhecimento e pouca sabedoria. Os seres humanos já possuem todo o conhecimento necessário para reverter esse terrível quadro. Somente as desenfreadas ambições humanas impedem que tudo possa ser modificado para melhor. Há alimentos para todos, água em abundância e espaços livres. Mas nada pertence a alguém em particular. O que existe é tão-somente um património coletivo, sagrado na sua essência. Alguém poderá dizer-se dono do ar que respira, da água que bebe ou dos alimentos que deveriam chegar a todos os famintos? De dizer-se dono da Vida? A Grande Transição não se refere, essencialmente, às mudanças cósmicas. Estas virão de qualquer forma, afinal todos vivem num Universo que muda a cada instante. A Grande Transição ocorrerá, principalmente, na consciência humana e permitirá alcançar as mais subtis dimensões espirituais. Ocorrerá, portanto, na essência humana. Será o reencontro como o Mundo Espiritual, o Mundo de Deus, cuja semente se encontra no coração de cada ser humano. Cada ser humano poderá mudar tanto e em tão pouco tempo, que tudo será considerado como novo.  Se o mundo é resultado de como ele é percebido, uma nova consciência permitirá também a formação de uma nova civilização, a partir do interior de cada ser humano. Mudando a si mesmo, com milhões e milhões de pessoas a participar em tal processo, será possível recriar, em poucos anos e sob novos fundamentos, a própria Humanidade. Acima de tudo, será possível modificar o destino sombrio que hoje paira sobre todos os seres humanos. Há tempo para isso. É, no entanto, um prazo que se vem a esgotar, pouco a pouco, quase que de forma impercetível. Tal como um veículo que para quando consome a última gota de combustível, assim poderá acontecer com a Humanidade. Tudo aparentará normalidade, até que se esgote a última gota de energia que movimenta o mundo. A Terra nunca fez quaisquer distinções entre os seus filhos. Todos são iguais e devem ter as mesmas oportunidades. Quando acontece a apresentação diante de Deus, já na condição de espírito, o que o indivíduo pode alegar como sendo seu? Nada, pois até mesmo o espírito que ele julga ser seu pertence ao Poder Maior que a tudo rege no Universo. A Humanidade escolheu o caminho da ilusão, acreditando que poderia abrir mão do conhecimento da Fonte Maior. Assim, estando em alto grau de separatividade, tanto física quanto espiritual, é óbvio que enfrentaria, em algum ponto da sua jornada, o maior de todos os desafios: enfrentar-se a si mesma. Mas qual deve ser o procedimento correto daqui para a frente? Esta é a grande questão. Muitos já perceberam tal quadro sombrio, mas ainda são poucos e não possuem a força necessária para mudar os atuais rumos da Humanidade. Cumpre, portanto, que todas as pessoas esclarecidas e conscientes saiam da sua imobilidade e passem a trabalhar pela Terra, Vida e Humanidade, a Tríade Sagrada que sintetiza a ação na Terra por parte dos Trabalhadores da Luz. Isso significa romper com todas as limitações criadas pela própria Humanidade ao longo de milénios. Significa olhar para à frente e para o Alto. Esta é a verdadeira Ascensão em vida. A grande prisão não é de natureza física, mas consciencial. Nesse processo de Ascensão Coletiva, ainda no plano físico, o Trabalhador da Luz voltará a sua atenção para todos aqueles que, presos na inconsciência e ignorância, quanto à realidade da Vida na Terra, que envolve dimensões físicas e espirituais, possam passar pela própria libertação pessoal. Assim, os Trabalhadores da Luz devem contribuir para a construção de um novo futuro, digno, justo e possível, para todos os seres que habitam a Terra. “Todos os seres”, vai além dos limites da Humanidade: inclui toda a Vida existente na Terra. Ouvir o canto de um pássaro, livre e solto na natureza, é tão importante quanto a leitura de um Livro Sagrado, pois é a Voz de Deus, o Universo a entoar o seu próprio cântico através de uma pequena criatura. Há um Princípio Divino em cada ser vivo, humano ou não. A Terra não foi criada apenas para satisfazer as ambições e caprichos humanos. Esta é a grande ilusão que precisa ser modificada em nome do futuro e da evolução coletiva. Há um Projeto Divino, envolvendo a Terra e a Humanidade, que está fora da compreensão humana. O que é que existe além da Terra, tanto no plano físico quanto no Espiritual? Contudo, a Terra não está à mercê dos seres humanos. Engana-se quem assim pensa. Mesmo imensa e poderosa, tendo condições de reagir, ela sofre calada, suportando a devastação que acontece em nome de falsos valores que justificam os atuais conceitos de riqueza e progresso. Somente uma verdadeira mãe – a Mãe Terra –  suportaria tanto desprezo e ataques por parte de seus filhos. Ela está somente a aguardar que os seus filhos despertem. Mas, até quando?A Terra, como geradora da Vida, sempre revelou um infinito e aconchegante amor por seus filhos. Durante milhões de anos providenciou todas as condições para que a Vida superasse todos os obstáculos. Observem à vossa volta: porventura não está tudo pronto para a existência humana? Não há escassez de nada, somente abundantes riquezas naturais. Há o suficiente para todos. A escassez pertence ao mundo humano e por ele foi gerada. É fruto de seu egoísmo, da sua falta de amor pela Vida.  Mas a Vida não é somente biologia. A própria Terra pode ser considerada como um ser vivo. Hoje, ela sofre pela ação do homem, seu filho ingrato e rebelde. As pequenas criaturas – e toda a criatura é pequena diante do poder da Humanidade – estão indefesas e à mercê dos seres humanos. A grande verdade é que a Humanidade é que está indefesa e à mercê da Terra. O véu denso e pesado que envolve a consciência impede que isso seja compreendido por todos. Se a Humanidade desejar que a sua existência na Terra tenha prosseguimento, esse véu precisa ser aberto, através da razão e do coração. São necessárias muitas coisas. E urgentemente, pois os prazos estão a esgotar-se. A Alta Espiritualidade vem dando um voto de confiança à Humanidade,  permitindo que ela permaneça mais um tempo na Terra. Mas até quando é que isso prosseguirá? É necessário reiterar que, dependendo de alguns fatores, nem seria necessária uma decisão por parte da Alta Espiritualidade para pôr fim à trajetória humana. Isso mesmo, ela própria, já vem providenciando a cada momento, a cada ação consciente ou inconsciente. De nada valerão ciência e tecnologia, ideologias, filosofias e exércitos poderosos, se os meios necessários para prosseguir forem todos destruídos. O fracasso da Humanidade em garantir o seu próprio futuro, apesar de todo o seu conhecimento, será o fracasso dos Planos Cósmicos. São necessários milhões de anos para que o Universo gere as condições que conduzam a uma civilização, humana ou não. Se a Humanidade perder a sua chance, ocorrerá uma tragédia cósmica-espiritual. A Terra, como astro cósmico, continuará, mas o Grande Espírito que sustenta a Vida desaparecerá junto com a Humanidade e toda a Vida existente na Terra. Não há sentido em buscar apenas o aprimoramento espiritual e esquecer-se de que há muita dor, sofrimento e angústia na Terra. A Alta Espiritualidade aguarda que todos os seres humanos conscientes e esclarecidos assumam a missão que lhes foi confiada. Terra, Vida e Humanidade: este é o principal caminho para a Ascensão. Eis a grande responsabilidade dos Trabalhadores da Luz, dos Filhos do Sol: unirem-se todos, enquanto ainda há tempo e condições para tanto. E lutem pela Terra, Vida e Humanidade. Jamais se sintam sós e desamparados. Do Templo da Ascensão ser-vos-á enviada toda a força necessária, todo o esclarecimento e discernimento possíveis. Permaneçam em Paz." Seraphis Bey - Mestre do Quarto-Raio (Mensagem canalizada por Paulo R. C. Medeiros em 04/10/2011 – 11:00 hs).

MESTRE SERAPHIS BEY 
RETIRO NO TEMPLO DA ASCENSÃO - LUXOR, EGITO
O Mestre Ascenso Serapis Bey preside o retiro sobre Luxor, que focaliza a chama da ascensão no Templo da Ascensão. O templo físico em Luxor foi construído pelo faraó egípcio Amenhotep III (uma encarnação do mestre) e a sua forma corresponde à configuração da estrutura esquelética do homem, planejado de acordo com métodos antroprométricos, e rigorosamente proporcionado. A chama da ascensão no Templo da Ascensão foi trazida por Serapis Bey da Atlântida antes do cataclismo final. Os seus pátios e salas correpondem precisamente ao corpo humano. O retiro de Luxor é conhecido pelas disciplinas intensas que marcam a morte do ego humano a fim de preparar as almas para sua reunião permanente em Deus. Aqui os 144 instrutores trabalham com o Mestre Serapis na preparação dos candidatos ao casamento alquímico. Quando o adepto passa pelo último dos rituais da imortalidade, é levado ao salão da chama, onde a Chama da Ascensão pulsa com o ritmo da Vida. Cercado pelos irmãos ascensos, e serafins de sentinela, que formam um círculo bem amplo, o adepto ocupa o seu lugar no centro do templo, na medida em que a Chama de Alfa desce do teto, e a Chama de Ômega sobre do chão, libertando-o para sempre da roda do renascimento. Quando a alma começa a ascender, um serafim toca a nota chave da ascensão, a Marcha Triunfal, que foi inspirada a Verdi, na Opera Aida.

ORAÇÃO
CHAMADO PARA IR AO RETIRO EM LUXOR E AO TEMPLO DA ASCENSÃO
"Em nome do Cristo, o meu Eu Verdadeiro, apelo para o coração da Presença do EU SOU, e para o Anjo da Presença, para o Arcanjo Miguel, e a Amada Kuan Yin, para que me conduzam, na minha alma e na minha consciência anímica, ao Templo de Luxor, para juntar-me ali aos candidatos à Ascensão que escutam as palavras de Serapis Bey, e aprendem com o Redentor que vive na chama do coração, em especial o Dom do Espírito Santo da Realização de Milagres, de acordo com as instruções do meu Santo Cristo Pessoal e do Maha Chohan. Amado Serapis, peço para que todas as informações necessárias para o cumprimento do meu plano divino, e o da minha querida chama gêmea, sejam comunicadas à minha consciência de vigília, conforme o necessário. Agradeço-vos, e aceito que isto se faça com todo o poder do Cristo ressurecto. Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo e da Mãe Divina. Amém."

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

PRINCÍPIO DE RITMO


“Tudo tem fluxo e refluxo; tudo tem suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação.”

INSTRUÇÃO V

O Princípio de Ritmo contém a verdade que em tudo se manifesta o movimento proporcional, o movimento de um lugar para outro, um fluxo e refluxo, um movimento para diante e para trás, um movimento semelhante ao do pêndulo, uma maré baixa e uma maré alta entre os dois pólos que se manifestam nos planos físico, mental e espiritual. O Princípio de Ritmo está em relação com o Princípio de Polaridade. O ritmo se manifesta entre os dois pólos do Princípio de Polaridade, o que não significa que o pêndulo do ritmo vibra nos pólos extremos, porque isto raramente ocorre; é difícil estabelecer o extremo polar oposto, mas a vibração vai primeiro para o lado de um pólo e depois para ao outro, sempre havendo uma ação e uma reação, uma marcha e uma retirada, uma alta e uma baixa, manifestadas em todos os tons e fenômenos do universo. Os sóis, os mundos, os homens, os animais, as plantas, os minerais, as forças, a energia, a mente, a matéria e o Espírito manifestam este princípio. Ele se manifesta na criação e destruição dos mundos, na elevação e queda das nações, na vida histórica de todas as coisas e finalmente nos estados mentais do homem.

O ritmo está presente na criação e destruição do Universo. Começando com as manifestações do Espírito ou do Todo, pode-se dizer que existem Efusão e Infusão, Expiração e Inspiração, como dizem os Brâmanes. Os Universos são criados, chegam ao ponto mais baixo de materialidade e logo começam a sua vibração para cima. Os sóis nascem à existência, e sendo atingida a sua maior força, o processo de retrocesso começa, e depois de tempos eles se tornam inertes massas de matéria, desintegram, e novo impulso põe em movimento as energias interiores na atividade e começa um novo ciclo de vida. Assim é com todos os mundos: nascem, vivem e morrem: sempre é um renascer. Assim é com todas as coisas, todas as formas, que vibram da ação para a reação, do nascimento para a morte, da atividade para a inatividade, e para novo ciclo. Assim é com todos os viventes, nascem, crescem e morrem, e depois tornam a nascer. Assim é com todos os grandes movimentos, as filosofias, os credos, os costumes, os governos, as nações e todas as coisas: nascer, crescer, amadurecer, decair, morrer e renascer. A vibração do pêndulo está sempre em evidência.

A noite segue o dia, e o dia segue a noite; o pêndulo vibra do outono ao inverno, e depois volta para trás. Os corpúsculos atômicos, os átomos, as moléculas e todas as massas de matéria vibram ao redor do círculo da sua natureza. Não há coisa alguma de absoluta inércia ou cessão de movimento, e todo movimento participa do Ritmo. O princípio é de aplicação universal, pode ser aplicado a qualquer questão ou fenômeno de qualquer dos diversos planos da vida. Pode ser aplicado a todas as atividades humanas. Sempre existe a vibração rítmica de um pólo a outro. O pêndulo universal sempre está em movimento, as marés da vida sobem e descem de acordo com a lei. O Princípio de Ritmo acha-se bem entendido pela ciência moderna e é considerado uma lei universal aplicada às coisas materiais. Os hermetistas levam esse princípio muito além, já há milênios, e sabem que as manifestações e influências se estendem às atividades mentais do homem, e que isto se explica pela contínua sucessão de condições, estados, emoções e outras incômodas e embaraçosas mudanças que observamos em nós mesmos, em nossa vida. São também resultado de decisões tomadas, que apesar de terem gerado transtornos, geraram aprendizado. Mas os hermetistas, estudando as operações deste princípio, aprenderam a escapar da sua atividade pela transmutação; ficaram mais conscientes.

Os mestres hermetistas há muito tempo descobriram que, conquanto o Princípio de Ritmo seja invariável, e sempre esteja em evidencia nos fenômenos mentais, ainda existem dois planos de sua manifestação tanto quanto os fenômenos mentais estão incluídos. Descobriram que existem dois planos gerais de Consciência, o Inferior e o Superior. O conhecimento deste fato habilita-os a subir ao plano superior e assim escapar da vibração do pêndulo rítmico que se manifesta no plano inferior. Melhor explicando, a vibração do pêndulo se realiza no Plano Inconsciente, e a Consciência não é afetada. A isto eles chamam a Lei da Neutralização. Essa operação consiste na elevação do Eu (Alma) acima das vibrações do Plano Inconsciente da atividade mental, de modo que a vibração negativa do pêndulo não é manifestada na consciência, e por esta razão eles não são afetados. É semelhante à elevação acima da de uma coisa, deixando-a passar debaixo de nós. Os mestres hermetistas, ou os estudantes adiantados, polarizando-se no pólo desejado, e por um processo semelhante à recusa de participar da vibração que desce, ou, se preferir, à negação da sua influencia sobre eles, sustêm-se firmes na sua posição polarizada, e deixam o pêndulo mental vibrar para trás no plano inconsciente. Todas as pessoas que atingiram todos os graus do domínio próprio realizam isto de forma inconsciente, recusando-se deixar as condições e estados mentais negativos dominá-las; aplicam a Lei de Neutralização.

O hermetista dominando estudos adiantados, leva esse controle a um grau muito elevado de progresso, e pelo uso da sua vontade atinge um grau de equilíbrio e firmeza mental quase impossível de ser criado pelos que deixam mover-se à direita e à esquerda pelo pêndulo mental das condições e emoções. A importância disto pode ser apreciada por qualquer pensador que compreende que a maioria das pessoas são criaturas de condições, emoções e sensações, e que só manifestam um domínio próprio muito insignificantemente. Se quisermos nos deter e examinar um momento, veremos como muitos movimentos de ritmo nos afetam na vida, como um período de entusiasmo foi seguido por uma sensação de depressão. Do mesmo modo como períodos de coragem foram seguidos por medo. E assim sempre acontece com a grande maioria das pessoas: sensações aparecem e desaparecem alternadamente, sem que se suspeite a causa ou a razão desse fenômeno mental. A compreensão das operações deste Princípio dará à pessoa a chave para o domínio desses movimentos rítmicos de emoções, habilitando-a a conhecer-se e a evitar ser levada pelos fluxos e refluxos. A vontade é superior à manifestação deste princípio, todavia o próprio princípio não pode ser destruído. Podemos escapar dos seus efeitos, porém, apesar disso, o princípio está em operação. O pêndulo sempre se move, porém, podemos escapar de sermos levados por ele.

A Lei da Compensação, muito importante, significa o mesmo que contrabalançar, que é o sentido que os hermetistas empregam ao termo. É a esta Lei de Compensação que se refere o Caibalion, quando diz: “A medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação”. A Lei de Compensação é que o movimento numa direção determina o movimento na direção oposta, ou para o pólo oposto; um balança e contrabalança o outro. No plano físico vemos muitos exemplos dessa lei; o pêndulo do relógio move-se em certa distancia à direita, e depois numa igual distancia à esquerda. O pêndulo com brevidade move-se numa direção, e com a mesma brevidade na outra; um movimento extenso à direita representa invariavelmente um movimento extenso à esquerda; um objeto atirado para cima a certa altura, tem igual distancia para atravessar na volta. A força com que um projétil é arremessado uma distancia para cima é reproduzida quando o projétil volta à Terra. Os estados mentais do homem estão sim sujeitos a essa lei. O homem que goza sutilmente está sujeito a sofrimentos sutis. A capacidade de sofrimento ou gozo é contrabalançada em cada pessoa. A lei de compensação está aí em operação, contudo os hermetistas ensinam que antes que alguém possa gozar certo grau de prazer, deverá ter movido proporcionalmente para o outro pólo da sensação; dizem, contudo, que experimentando certo grau de prazer não se segue que se deverá pagar por isto com um grau correspondente de sofrimento; pelo contrário, o prazer é o movimento rítmico concordando com a lei de compensação, para um grau de sofrimento precedentemente experimentado na vida presente ou numa encarnação anterior. Isto traz nova luz sobre o problema do sofrimento. Os hermetistas consideram a cadeia das vidas como contínua, de modo que o movimento rítmico se expressa nesse todo.

A Lei da Compensação tem importância vital em nossas vidas, e explica porque pagamos muitas vezes o preço de coisas que possuímos ou carecemos. As coisas que se ganham são sempre pagas pelas coisas que se perdem.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

PRINCÍPIO DE POLARIDADE


“Tudo é duplo; tudo tem dois pólos; tudo tem seu par de opostos;
o semelhante e o dessemelhante são uma só coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meias-verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados.”

Instrução IV

O Princípio de Polaridade contém a verdade que todas as coisas manifestadas têm dois lados, dois aspectos, dois pólos opostos, com muitos graus de diferença entre os dois extremos. Significa que uma determinada coisa pode ser boa e ruim ao mesmo tempo, simplificadamente. Os ensinamentos herméticos dizem que as coisas que se parecem diametralmente opostas trata-se apenas questão de graus. Ensinam que os pares de opostos podem ser reconciliados, e que a reconciliação universal dos opostos é efetuada pelo conhecimento deste Princípio de Polaridade. Espírito e Matéria são dois pólos da mesma coisa, sendo os planos intermediários graus de vibração. O Todo e o Muito são a mesma coisa, sendo a diferença questão de grau de manifestação mental. Passando-se ao plano físico, calor e frio são idênticos em natureza, residindo a diferença em questão de graus. O termômetro marca diversos graus de temperatura, chamando-se o ponto mais baixo frio e o mais elevado calor. Entre esses dois pólos estão muitos graus de calor ou frio. Não há lugar no termômetro em que cessa o calor e começa o frio, sendo isso questão de vibrações mais e menos elevadas; os termos são relativos. Assim como o Oriente e o Ocidente; viajando ao redor do mundo e na direção do Oriente, chegamos a um ponto do Ocidente, ao ponto de partida, não há limites determinados. A luz e a obscuridade são pólos da mesma coisa com muitos graus entre elas. A escala musical é a mesma coisa: vibrando uma nota, correndo-se ascendentemente na escala musical chegamos a uma mesma nota em outra escala, voltamos ao ponto, mas que não é o mesmo.

A escala das cores também está sujeita a esse princípio, pois que as mais elevadas e as mais baixas vibrações são diferenças entre o violeta superior e o vermelho inferior. O grande e o pequeno são relativos, como o ruído e o silencio, o duro e o flexível, o positivo e o negativo. O bem e o mal não são absolutos; chamamos uma extremidade da escala bem e a outra mal. Uma coisa é pior que a coisa mais elevada na escala, mas esta coisa pior, por sua vez, é melhor que a coisa imediatamente inferior a ela, nessa seqüência, o mais e o menos sendo regulado pela posição na escala.

No Plano Mental o amor e o ódio são geralmente considerados como sendo coisas diametralmente opostas entre si, inteiramente diferentes, irreconciliáveis. Aplicando-se o Princípio de Polaridade, concluímos que não há amor absoluto ou ódio absoluto, como não são distintos um do outro. Ambos são termos aplicados aos dois pólos da mesma coisa. Começando em um ponto da escala, encontramos mais amor ou menos ódio e conforme migremos nessa escala, o contrário se sucede. Há graus de amor e de ódio, e há um ponto médio em que o semelhante e o dessemelhante tornam-se tão insignificantes que é difícil fazer distinção. A coragem e o medo seguem a mesma regra. Os pares de opostos existem em toda parte, onde se encontrar uma coisa será encontrado seu oposto: os dois pólos. É este fato que habilita o hermetista a transmutar um estado mental em outro, conforme as linhas da polarização.

As coisas pertencentes a diferentes classes não podem ser transmutadas em outra, mas as coisas da mesma classe podem, isto é, podem ter sua polaridade mudada. Assim o amor não pode ser oeste ou leste, vermelho ou violeta, mas pode tornar-se em ódio, e do mesmo modo, o ódio pode ser transformado em amor pela mudança da polaridade. A coragem pode ser mudada em medo e vice-versa. As coisas frias podem ficar quentes e assim por diante, a transmutação sendo sempre entre coisas da mesma natureza, mas de graus diferentes. O medo não pode ser mudado em amor, nem a coragem em ódio. Os estados mentais pertencem a inúmeras classes, cada classe tem dois pólos opostos, entre os quais a transmutação é possível. O estudante reconhecerá facilmente que nos planos mentais, bem como nos fenômeno do plano físico, os dois pólos podem ser classificados como positivo e negativo respectivamente; assim amor é positivo para o ódio, a coragem para o medo, a atividade para a indolência. 

Os fenômenos da influencia mental nos mostram que o Principio de Polaridade pode estender-se até o fenômeno da influencia de uma mente sobre a outra. Quando se compreende que a indução mental é possível, isto é, que estes estados mentais são produzidos pela indução de outros, então se pode ver imediatamente como certo grau de vibração, ou a polarização de certo estado mental, pode ser comunicado a outra pessoa, e assim se muda a sua polaridade nesta classe de estados mentais. É conforme este princípio que os resultados de muitos tratamentos mentais são obtidos. As mudanças mentais são de conformidade com a linha de polarização, a mudança sendo de grau e não de espécie. O conhecimento da existência deste grande princípio hermético habilitará o estudante a compreender melhor os seus próprios estados mentais e ao das outras pessoas. Compreenderá que estes estados mentais são questão de graus, e assim elevando ou abaixando a vibração, mudar seus pólos mentais sem ser seu servo ou escravo. Por este conhecimento poderá auxiliar inteligentemente as pessoas, mudando a polaridade quando desejar, pelo método adequado.


quinta-feira, 21 de julho de 2011

PRINCÍPIO DE VIBRAÇÃO


“Nada está parado, tudo se move, tudo vibra”.

Instrução III



O Princípio de Vibração compreende a verdade que o movimento é manifestado em tudo no Universo, que nada está parado, que tudo se move, vibra e circula. Este princípio hermético foi reconhecido por muito dos maiores filósofos gregos que o introduziram em seus sistemas. Mas, depois, por muitos séculos, foram perdidos pelos pensadores que estavam fora das fileiras herméticas. Mas no século IX, a ciência física descobriu novamente a verdade e as descobertas científicas do século XX acrescentaram as provas de exatidão e verdade da secular doutrina hermética.

Significa que tudo em todo lugar está em constante vibração!

Os ensinamentos herméticos dizem que não somente tudo está em movimento e vibração constante, mas também que as diferenças entre as diversas manifestações do poder universal são devidas inteiramente à variação da escala e do modo das vibrações.  No plano físico, um objeto que se move rapidamente (como uma roda gigante) parece estar parado. O Espírito vibra também mais intensamente ainda, ou seja, está numa extremidade do pólo das vibrações, enquanto a matéria na outra, numa manifestação mais densa; entre esses dois pólos estão milhões de escalas e modos de vibração.

Matéria e Energia são então manifestações diferentes de vibração, e a ciência moderna prova que o que chamamos Matéria e Energia são simplesmente modos de movimento vibratório, inclusive hoje muitos dos mais adiantados cientistas estão concordando com os ocultistas que sustentam que os fenômenos da Mente são modos semelhantes de vibração e movimento. A ciência ensina que toda a matéria manifesta, em alguns graus, as vibrações procedentes da temperatura ou calor. Seja um objeto quente ou frio, ambos sendo simplesmente graus da mesma coisa, ele manifesta certas vibrações quentes, e neste sentido está em movimento e vibração. Logo, todas as partículas da matéria estão em movimento circular, desde os corpúsculos até os sóis. Os planetas giram ao redor dos sóis, e muitos deles giram sobre seus eixos. Os sóis movem-se ao redor dos grandes pontos centrais, e crê-se que estes se movem ao redor de maiores pontos, e assim por diante, até o infinito. As moléculas de que as espécies particulares da matéria são compostas se acham num estado de constante vibração e movimento umas ao redor das outras. As moléculas são compostas por átomos, que, semelhantemente, se acham em estado de constante movimento e vibração. Os átomos são compostos de corpúsculos, elétrons, nêutrons, prótons e sub-partículas menores ainda, que estão em estado de movimento rápido, girando sempre, manifestando uma intensa vibração. Assim, todas as formas de matéria manifestam a vibração, de acordo com o princípio da Vibração.

A ciência ensina que a luz, o calor, o magnetismo e a eletricidade são simplesmente formas de movimentos vibratórios provavelmente emanados do éter. A ciência não explica a natureza dos fenômenos conhecidos como “coesão”, que é o principio de atração molecular, nem a “afinidade química”, que é o principio da atração atômica, nem a “gravitação”, o maior mistério dentre todos, que é o princípio da atração pela qual uma partícula ou massa de matéria é atraída por outra. Apesar dessas formas de energia não serem entendidas, é aceito amplamente que são manifestações da mesma forma da energia vibratória, fato que os hermetistas descobriram e dizem há milênios.

O Éter é considerado pela ciência, muito embora com a compreensão limitada de sua natureza, uma realidade sempre considerada pelos hermetistas como uma manifestação elevada da matéria, uma matéria em um grau elevado de vibração denominada de “substancia etérea”. O hermetismo considera que a “substancia etérea” é de extrema tenuidade e elasticidade, que penetra o espaço universal servindo como meio de transmissão das ondas da energia vibratória como o calor, a luz, a eletricidade, o magnetismo, e todas outras. A substancia etérea é um elo de união entre as formas da energia vibratória conhecida como matéria, de um lado, e a energia ou força do outro.

Uma exemplificação concreta, que pode parecer parte hipotética apenas pela limitação técnica na sua execução quando fora de laboratórios sofisticados, seria um peão girando a princípio numa pequena escala de ligeireza. Suponhamos que o objeto se move lentamente. Esse pião pode ser visto facilmente, mas nenhum som do seu movimento estimula nossa audição. Aumentando-se gradualmente a velocidade, o movimento muito rápido faz soar um ruído de uma nota baixa, muito sutil. Aumentando-se mais o movimento, uma nota superior é melhor ouvida, e a cada incremento de velocidade, notas mais agudas, cada vez mais audíveis são emitidas, uma após a outra, e todas as notas da escala musical aparecem, subindo cada vez mais conforme é aumentado o movimento, mudando-se de escala para escala, as diferentes notas musicais. Finalmente quando o movimento passou certa escala, uma freqüência acima de 8000 hz, a nota final perceptível aos ouvidos humanos é alcançada, um som agudo soa morrendo ao longe, e segue-se o silencio. Nenhum som do objeto girante é mais ouvido, o grau de movimento sendo tão elevado que o ouvido humano não pode registrar as vibrações sonoras. Então começa a percepção dos graus ascendentes do calor e depois de algum tempo o olho percebe um vislumbre do objeto que se torna uma escuridão de cor avermelhada. Como continua a aumentar o grau de vibração, o vermelho fica mais claro, passa ao alaranjado que passa ao amarelo. Depois se seguem sucessivamente o verde, o azul, o anil e finalmente o violeta, conforme for aumentando o grau de ligeireza. Então a cor violeta desaparece, e todas as cores desaparecem à vista humana, mas existem raios invisíveis sendo emanados do objeto, como raios X, eletricidade e magnetismo, enquanto se transforma a constituição da matéria do objeto. A partir de certo ponto as moléculas do objeto se desintegram e giram por si mesmas nos elementos constituintes, os átomos. Esses átomos são acelerados ao ponto de serem separados nos pequenos corpúsculos de que são formados, até quando esses desaparecem e temos a substância etérea.

Pode-se dizer que toda a energia do espírito esteja numa escala superior à da substancia etérea, mas na verdade a ciência não continua para diante da substancia etérea, mas os hermetistas ensinam que as vibrações chegando cada vez mais alto, a manifestação poderia atingir os diversos graus mentais na direção do Espírito; então poder-se-ia reentrar finalmente no Todo, que é o Espírito Absoluto.

Nos graus em que o objeto expele vibrações, radiações de som, luz, calor, dentre outras, ele objeto não está transformado nessas formas de energia, mas simplesmente alcança um grau de vibração em que estas formas de energia são livradas das influencias restritivas das suas moléculas, seus átomos e corpúsculos. Estas formas de energia, apesar de muito mais elevadas na escala do que a matéria, estão aprisionadas e limitadas nas combinações materiais, restringidas e limitadas nas criações destas formas, de modo que estas são as mais verdadeiras de todas as criações, ficando a força criadora envolvida na sua criação.

Os ensinamentos herméticos vão muito além dos da ciência moderna. Eles ensinam que toda a manifestação do pensamento, emoção, raciocínio, vontade, desejo, qualquer condição ou estado, são acompanhados por vibrações, uma porção das quais é expelida e tende a afetar a mente de outras pessoas por indução. Este é o princípio que produz os fenômenos de telepatia, influencia mental e outras formas da ação e do poder da mente.

Nossos pensamentos e nossas emoções são vibrações que podem agir na prática nas nossas vidas; todos os pensamentos, todas as emoções ou estados mentais têm o seu grau e modo de vibração. Por um esforço da vontade da pessoa, ou de outras pessoas, estes estados mentais podem ser reproduzidos, do mesmo modo que um tom musical pode ser reproduzido por meio da vibração de um instrumento, como a cor pode ser reproduzida também. Pelo conhecimento do Princípio da Vibração, aplicado aos fenômenos mentais, pode-se polarizar a sua mente no grau que quiser, adquirindo um perfeito domínio sobre os seus estados mentais, como pode afetar as mentes dos outros, produzindo estados desejados. Pode-se produzir no plano mental o que a ciência pode produzir no plano físico.

A responsabilidade é enorme para quem tem acesso a esses conhecimentos; o domínio desses conhecimentos não é para todos, mas para aqueles que o farão sem egoísmo, para a evolução e para o bem; são necessárias qualificações, a começar pela determinação e paciência; muito estudo e muito amor. O Princípio da Vibração compreende os admiráveis fenômenos do poder manifestado pelos Mestres que aparentemente são capazes de interferir nas Leis da Natureza, mas que em realidade simplesmente usam uma lei contra outra, um princípio contra outro, obtendo resultados com as mudanças de vibrações dos objetos materiais ou transformando formas de energia, alcançando o que é comumente denominado Milagre.

O estudante do Hermetismo terá acesso a velhos escritos herméticos onde em um deles lê-se o seguinte: “Aquele que compreende o Princípio de Vibração alcançou o cetro do Poder”.  (Caibalion)

terça-feira, 12 de julho de 2011

PRINCÍPIO DE CORRESPONDÊNCIA

O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima.”


Instrução  II

O Princípio de Correspondência contém a verdade que existe uma correspondência entre as leis e os fenômenos dos diversos planos da existência. O antigo axioma hermético diz as palavras: “O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima”. A compreensão desse princípio dá meios de explicar muitos paradoxos e segredos da Natureza. Por meio desse saber, pode-se estudar e chegar a compreender muitas coisas fora de alcance, em planos existenciais distantes, porque se tem acesso a eles por meio da correspondência.

As vidas no planeta são as interações de todos os elementos que estruturam o universo, as vidas nada mais são do que interações harmoniosas de todos os elementos e de todas as forças que estruturam o campo da existência. De acordo com os antigos hermetistas, o uso constante do Princípio da Correspondência rasga aos poucos o véu de Ísis e um vislumbre da face da Deusa pode ser percebido. É o mesmo que os princípios da geometria habilitam o homem, enquanto em seu observatório, a medir sóis longíguos, assim também o conhecimento do Princípio da Correspondência habilita o homem a raciocinar inteligentemente do conhecido ao desconhecido.

O Segundo Grande Princípio Hermético explica a verdade que há uma harmonia, uma correlação e correspondência entre os diferentes planos de Manifestação, Vida e Existência. Esta afirmação é uma verdade porque tudo o que está incluído no Universo emana da mesma fonte; as mesmas leis, princípios e características se aplicam a cada unidade, ou combinação de unidades de atividade, assim como cada qual manifesta seus fenômenos no seu próprio plano.

Temos diferentes planos no Universo, cada qual com seus fenômenos. O Universo é dividido em três grandes classes de fenômenos, conhecidas como os Três Grandes Planos que são O Grande Plano Físico, O Grande Plano Mental e O Grande Plano Espiritual. Estas divisões são na verdade graus ascendentes da grande escada da Vida, o ponto mais baixo da qual é a Matéria não diferenciada, e o ponto mais elevado o Espírito; mas esses planos se interpenetram, portanto não é possível, na prática, exata separação dessas realidades. Esses Três Grandes Planos são considerados como três grandes grupos de graus de Manifestação Vital.

 “Plano” não é lugar tendo dimensões, nem uma dimensão ordinária do espaço, mas é um estado ou uma condição, um grau de dimensão em escala sujeita a medida.  Pode parecer paradoxal, mas examinemos melhor o assunto. Uma “dimensão” é uma medição, por exemplo, de espaço, em linha reta em relação ao comprimento. As dimensões do espaço são comprimento, largura, altura, também a espessura e a circunferência. Mas há outra dimensão, a das coisas criadas e não manifestadas na Matéria densa, há muito conhecida dos ocultistas, também hoje dos cientistas, apesar destes não a denominarem com o termo “dimensão”; e esta nova dimensão, que futuramente será mais investigada como Quarta Dimensão, é a marca usada na determinação dos Graus ou Planos. Que hoje a ciência já investiga isso através de experimentos com partículas subatômicas. Mas como essa Quarta Dimensão, que não é um lugar no espaço e sim um estado, uma condição, pode estar sujeito a medidas.

De fato, vários experimentos científicos hoje estudam o assunto. Esta Quarta Dimensão pode ser chamada a “Dimensão da Vibração”. Como disse, esse é um fato bem conhecido para a moderna ciência, mas também para os hermetistas que há milênios estabeleceram essa verdade no seu Terceiro Princípio hermético, que estudaremos depois, onde se enuncia que “tudo se move, tudo vibra, nada está parado”. Os diferentes coeficientes, direções e maneiras ou formas de movimento dessas vibrações estabelecem graus numa escala, que pode ser medida, e estabelecem os graus da Quarta Dimensão, graus esses que os ocultistas chamam de “Planos”. O grau mais elevado de vibração constitui o plano mais elevado, onde se acham as mais elevadas manifestações da Vida. Assim, apesar de um Plano não ser um lugar, nem ainda um estado ou uma condição, ele possui as qualidades de ambos.

Deve-se lembrar que as divisões dos fenômenos do Universo que são empregadas pelos hermetistas visam facilitar o pensamento e o estudo dos vários graus e formas da atividade e da vida universal. O átomo de matéria, a unidade de força, a mente do homem e a existência do Arcanjo são graus de uma escala, e fundamentalmente a mesma coisa, a diferença sendo simplesmente uma questão de grau e coeficiente de vibração; tudo é criação do Todo, e só têm sua existência na Infinita Mente do Todo. Os hermetistas subdividem cada um dos Três Grandes Planos em Sete Planos menores, e cada um destes são também subdivididos em sete subplanos, penetrando uns nos outros, e novamente, adotados para conveniência do estudo.

Vamos então estudar com atenção as subdivisões do Grande Plano Físico.
O Grande Plano Físico, com seus Sete Planos menores, é a divisão dos fenômenos do Universo que inclui todos os que são relativos às coisas, forças e manifestações físicas ou mentais. Inclui todas as formas de que chamamos Matéria, Energia ou Força. A filosofia hermética não reconhece a Matéria como uma “coisa em si”, ou como tendo uma existência separada constante na Mente do Todo. Os ensinamentos explicam que a Matéria é antes uma forma da Energia, num coeficiente inferior de vibrações de certa espécie. Assim, o hermetismo classifica a Matéria como a extremidade inferior da Energia dando-lhe três dos Sete Planos menores do Grande Plano Físico. Temos assim, os três Planos da Matéria (A, B, C), o Plano da Substancia Etérea, e os três Planos da Energia (A, B, C), nessa seqüência.

O Plano da Matéria (A) compreende as formas da Matéria em suas formas de sólidos, líquidos e gasosos como geralmente reconhecem os livros de física.  O Plano da Matéria (B) compreende as formas mais elevadas e mais sutis da Matéria, cuja existência a ciência moderna já reconhece, que são os fenômenos da Matéria Radiante (radioatividade, laser, ressonância magnética, etc.), contidos na subdivisão inferior deste Plano menor: subdivisão de (B). O Plano da Matéria (C) compreende as formas da Matéria mais sutil e tênue, cuja existência não é suspeitada pelos cientistas. O Plano da Substancia Etérea compreende o que a ciência chama “O Éter”, uma substancia de extrema tenuidade e elasticidade, que penetra todo o Espaço do Universo, e age como mediador para a transmissão de ondas de energia, como a luz, o calor, a eletricidade, etc. Esta substancia etérea forma um elo entre a Matéria e a Energia, e participa da natureza de ambas. Também este plano tem sete subdivisões, como todos os Planos menores anteriores, e os três da Energia. Imediatamente acima desse Plano está o Plano da Energia (A) que compreende as formas de Energia conhecidas da ciência, sendo os sete subplanos o Calor, a Luz, o Magnetismo, a Eletricidade, a Gravitação, Afinidade Química e Radioatividade. O Plano da Energia (B) tem sete subdivisões de energias e são as “Forças Mais Sutis da Natureza”, presentes nas manifestações de certos fenômenos mentais. O Plano de Energia (C), também com sete subplanos, tem Energias tão elevadas que têm muitos caracteres da Vida, Energias mais afeitas ao uso dos entes do Plano Espiritual. Tais Energias são distantes do homem comum, e são tidas como expressão da Força Divina.

Vamos começar a estudar as subdivisões do Grande Plano Mental.

O segundo Grande Plano, O Grande Plano Mental, compreende as formas de pensamentos viventes, alguns deles normalmente reconhecidas, outros somente pelos ocultistas. Esse Grande Plano tem a seguinte subdivisão, na seqüência: o Plano da Mente Mineral, o Plano da Mente Elemental (A), o Plano da Mente Vegetal, o Plano da Mente Elemental (B), o Plano da Mente Animal, o Plano da Mente Elemental (C) e o Plano da Mente Hominal. O Plano da Mente Mineral compreende os estados ou as condições das unidades, entidades ou grupos e combinações que animam as formas conhecidas como minerais. Essas entidades não podem ser confundidas com as moléculas, os átomos, que são simplesmente os corpos ou as formas materiais destas entidades, assim como o corpo de um homem é a sua forma material e não ele mesmo. Essas entidades podem ser chamadas de espíritos, seres viventes em um grau inferior de desenvolvimento, vida e mente, exatamente um pouco maior que as unidades de Energia Vivente que compreendem elevadas subdivisões do Plano Físico. Como ocultistas atribuímos então possessão de mente, espírito e vida ao Reino Mineral. As moléculas, átomos estruturam minerais que têm seus amores e ódios, suas semelhanças e dessemelhanças, atrações e repulsões, afinidades e desafinidades, sendo então que o desejo, a vontade, as emoções e todos os sentimentos dos minerais apenas diferem em grau dos que têm os homens. O próximo Plano, O Plano da Mente Elemental (A), compreende o estado ou condição e desenvolvimento mental e vital de seres invisíveis aos sentidos do homem comum, mas muito presentes na vida do Universo, e muito conhecidos dos hermetistas. Seu grau de inteligência está entre a das entidades minerais e das vegetais, havendo sete subdivisões. Aqui se enquadram os Seres Elementais.

Vamos continuar a estudar os restantes cinco Planos Menores do Grande Plano Mental.

O terceiro Plano na seqüência, O Plano da Mente Vegetal, em suas sete subdivisões, compreende os estados ou as condições das entidades contidas no Reino Vegetal, os fenômenos vitais e mentais que as pessoas de inteligência média já podem bem compreender. Aliás, muito hoje se publica sobre o assunto “Mente e Vida das Plantas”. As plantas têm vida, mente e espírito, tanto quanto os animais e o homem. Temos então, nas suas sete subdivisões, desde o ser vegetal unicelular até os pluricelulares, e dentre estes, dos menos aos mais evoluídos. O Plano Elemental (B), nas sete subdivisões, compreende os estados de uma forma mais elevada das entidades elementais, invisíveis ao homem comum, cuja mente e vida situam-se na escala entre o Plano da Mente Vegetal e o Plano da Mente Animal, participando da natureza de ambos. O Plano da Mente Animal, com sete divisões, compreende os estados de entidades, entes ou espíritos que animam as formas de vidas animais, dos menos aos mais evoluídos, muitos familiares ao homem. O Plano de Mente Elemental (C), nas sete subdivisões também, compreende entidades ou seres invisíveis, como o são todas as formas elementais, conhecidos aqui como animais de poder em certos rituais, participam da natureza da vida animal e da humana em certo grau e em certas combinações. As formas mais elevadas são meio-humanas em inteligência. Esses seres são muito conhecidos dos ocultistas e das religiões xamânicas, nas suas diferentes expressões. Por fim, o último dos subplanos do Grande Plano Mental é o Plano da Mente Humana, nas suas sete subdivisões, que compreende as manifestações da vida e da mentalidade que são comuns ao Homem, nos seus vários graus e divisões. O homem médio ocupa a quarta subdivisão desse Plano, e somente o mais evoluído cruzou as fronteiras da quinta subdivisão. A espécie humana gastou milhões de anos para alcançar esta posição, e serão necessários muitos anos mais para que ela passe à sexta e à sétima subdivisão e vá além. Contudo há alguns espíritos avançados da nossa espécie que ultrapassaram as massas e que passaram a sexta e a sétima etapa, e alguns poucos estão acima delas. O homem da sexta subdivisão é denominado “Super-Homem”, e o da sétima “O Homem de Cima”. Os planos elementais que estudamos têm a mesma relação com os planos da Mentalidade e da Vida Mineral, Vegetal, Animal e Hominal, como as claves pretas do teclado do piano têm para com as claves brancas; as claves brancas produzem música, mas há certas escalas, melodias e harmonias em que as claves pretas são essenciais; são elos da condição do espírito; são entidades que podem atingir diversos planos, agindo no processo da evolução da vida.

 Vamos estudar o último grande plano, O Grande Plano Espiritual.

Sobre O Grande Plano Espiritual poderemos falar somente nos termos mais gerais porque como poderemos explicar estes estados mais elevados do Ente, da Vida e da Mente para nós mesmos que somos inábeis para compreender e entender essas mais elevadas expressões de Vida. Como pode ser a luz descrita por um homem nascido cego, ou a harmonia a um nascido surdo? A nomenclatura que a humanidade tem usado para os Seres desse Grande Plano, e que o hermetismo adota, tem apenas o propósito de classificar e nomear essas expressões de Vida para o estudo. Tudo que podemos dizer é que os sete planos menores do Grande Plano Espiritual, e cada plano menor com suas sete subdivisões, compreendem os Entes que possuem a Vida, a Mente e a Forma acima da do homem atual, como a deste está acima do verme terrestre, do mineral ou de certas formas da Energia. A Vida destes Seres é tão transcendental para nós que ainda não podemos pensar nos detalhes, e nossos processos mentais são para Eles como muito próximos da matéria. A matéria de que são compostos são dos planos mais elevados da Matéria, e muitos estão constituídos por um estado de pura Energia. Nos sete planos menores do Grande Plano Espiritual existem Entes que chamamos de Anjos, Arcanjos e Semideuses. No primeiro plano menor vivem as grandes almas que denominamos Adeptos, Mestres Ascensos, e os Seres Interplanetários. Acima deles fica a Grande Hierarquia das Hostes Angélicas, inconcebíveis ao entendimento do homem; acima destas ficam os que podem ser chamados de Os Deuses, tão elevados na escala da existência estão que suas inteligências e poderes são semelhantes aos atribuídos pela espécie humana às suas concepções da divindade. Estes Seres, como também os das Hostes Angélicas, tomam interesse nos negócios do Universo, promovendo proteção e exercendo poderosa influencia no processo da Evolução e do Progresso Cósmico. Há ocasionais intervenções Deles na assistência nos negócios humanos, o que criou as muitas lendas, crenças, religiões e tradições do passado ao presente. Essas Entidades impõem ao mundo os seus conhecimentos e poderes conforme a Lei do Todo. Estamos tratando das Entidades do terceiro subplano do Grande Plano Espiritual, e mesmo com os grandes ocultistas, os mais iluminados como o Mestre Hermes, e com todas as tradições dos estudos místicos da humanidade, não passamos além dessas noções; notícias dos outros subplanos mais elevados ainda não foram canalizadas, somente suas existências!

É importante saber que mesmo esses mais elevados Entes deste plano, existem simplesmente como criações do Todo, e são sujeitos aos Processos Cósmicos e às Leis Universais. Eles são ainda Mortais. Podemos chamá-los deuses comparados conosco, mas ainda são os Irmãos mais Velhos da existência, as Almas mais avançadas que ultrapassaram os seus irmãos, e que renunciaram ao êxtase da Absorção pelo Todo com o fim de ajudar o Universo, e a humanidade, cada qual em sua escala de vibração, para a jornada de subir o Caminho, buscar a Evolução. Mas eles pertencem ao Universo e estão sujeitos às suas condições, são mortais, e os seus planos estão abaixo do Espírito Absoluto. Os fenômenos espirituais são tão superiores aos Planos Mentais, fora de nossa compreensão, que uma tentativa de explicá-los resultaria em confusão de idéias, falsas idéias certamente; somos cegos e surdos à essa realidade.

Esses fenômenos são tão superiores que somente aqueles cujas mentes foram há muito adestradas nas linhas da filosofia hermética, pelas encarnações, e que transportam consigo conhecimentos adquiridos, podem compreender o significado dos ensinamentos sobre o Plano Espiritual. A procura de nossos templos, e a de outros templos hermetistas para a busca desses ensinamentos, demonstra uma aptidão que se encontra nas pessoas que estão em meio a essa jornada, como certamente é o caso dos aqui presentes, e que persistirem na caminhada. Muitos destes preceitos são considerados secretos por nós, hermetistas, são sagrados, importantes, mas perigosos para a disseminação ao público em geral. É porque o reconhecimento da palavra Espírito, e o contato com esse poder, é semelhante ao Poder Vivente, à Força Animada (que anima), à Essência Oculta, à Essência da Vida. Não se deve confundir essa força com os termos usuais de religioso, eclesiástico, etéreo, santo, etc. Aos ocultistas o Espírito tem o sentido do “Princípio Animado”, idéia de poder, energia vivente, força mística. E nós ocultistas sabemos que o que é conhecido como Poder Espiritual pode ser empregado tanto para o mau como para o bom fim, em concordância ao Princípio da Polaridade, que estudaremos mais adiante, fato bem conhecido de muitas religiões, nas suas concepções de diabo, Lúcifer, Anjos caídos, etc. Por isso, nossos experimentos e mais profundos estudos destes Planos se conservarão na Câmara Secreta do Templo, para os que de nós lá adentrarmos no futuro como sacerdotes e sacerdotisas. Podemos afirmar que aquele que atingiu os poderes espirituais superiores possíveis ao humano, e empregou-os mal, tem um terrível destino, e a vibração do pêndulo do Ritmo inevitavelmente lançá-lo-á no extremo mais baixo da existência material, de cujo ponto terá de refazer sua jornada pelas muitas voltas do Caminho, mas sempre com a tortura de ter consigo uma ligeira memória das alturas de que caiu por causa das más ações. A lenda da queda dos Anjos tem uma base nos fatos atuais como bem sabem os mais avançados ocultistas. Os esforços para poderes egoístas no Plano Espiritual inevitavelmente traz ao espírito egoísta a perda da sua balança espiritual, e a queda do mesmo modo que foi elevado. Mas ainda assim, a tal alma é dada a oportunidade da volta. O Principio da Correspondência “O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima”, permeia todos os Três Grandes Planos, o Físico, o Mental e o Espiritual, porque há uma correspondência harmoniosa e correlação entre os diversos planos.