Analise
esta reflexão!
Tudo
que observamos e que se desenvolve encontra-se em evolução, não nos termos
postos por Darwin onde o acaso ocorre como possibilidade de sobrevivência, mas
uma evolução onde nada é por acaso. Vivemos num cosmos onde tudo é organizado e
de cuja organização depende o fluxo normal para tudo. Mesmo a lei das
probabilidades comprova a existência de uma regra para o acaso, visto que todas
as casualidades se equilibram ao longo do tempo. Devemos decidir se aceitamos
um cosmos sujeito a um conjunto de leis ou se aceitamos o caos regido pelo
acaso, pois as duas opções se antagonizam, e não pode haver um cosmos sujeito
ao acaso. Já que somos dotados de um conhecimento baseado na observação e na
experiência, temos elementos suficientes para aceitar o cosmos e abolir o acaso
de nosso raciocínio.
Tudo
no universo e toda a criação seguem a lógica de evolução, e o homem, enquanto
parte desse todo, deve obedecer às leis desse desenvolvimento, já que o todo só
pode evoluir quando cada uma de suas partes integrantes o fizer. A tarefa do
homem é, portanto, evoluir. Mas a evolução não acontece por si só, ela é o
resultado de um conflito energético, é o resultado de um processo de
aprendizado. Para aprender, o homem precisa de um problema que permita tentar e
errar, a fim de poder se aproximar de uma solução. Quando se resolve a questão
e aprende-se a lidar com ela, aí a evolução se concretiza. Os problemas
enfrentados são em verdade tarefas para se aprender, não algo negativo, mas
subsídio para autoconhecimento, aperfeiçoamento e evolução.
O
homem pode aprender a realidade da evolução baseada no cosmos de forma ativa ou
passiva. A forma ativa ocorre quando enfrenta o problema com disposição e como
um convite à compreensão, ao aprendizado, para atingir uma etapa seguinte da
própria evolução. Ocorre que a minoria aprende dessa maneira. O comum é
acumular e reprimir problemas ao invés de tentar solucioná-los. Aí se
desenvolverá um desejo de realização inconsciente, que manipulará o consciente
e o aprendizado se dará de forma passiva com aquilo que não se soube lidar
ativamente. O aprendizado passivo está sempre ligado ao sofrimento que se
nomina infortúnio, doença ou acidente. Nessas situações as pessoas praguejam,
sentem-se injustiçadas e põe a culpa no acaso ou nos outros. Mas a culpa está
em si, é sempre daquele que sofre, pois lhe faltou vontade, teve chance de
escolher e fez escolhas piores, optou entre aprender ativamente ou
passivamente.
Muito interessante. Estou estudando a Kabbalah, e me parece que ela fala mais ou menos a mesma coisa, com outras palavras e termos
ResponderExcluir